FAQ
Divulgar, ao contrário do que muitas vezes é interpretado, significa muito mais do que fazer propaganda. Divulgar significa “dar a conhecer” e informar ao mesmo tempo.
Foi com este conceito em mente, que nós, alunos de Engenharia Física, elaborámos um pequeno conjunto de perguntas, as quais se encontram respondidas em baixo.
Todas as questões foram respondidas pelo Professor Francisco Fraga, coordenador do Curso de Engenharia Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Pergunta: Após os excelentes resultados do ano anterior (20 alunos colocados em Eng. Física), este ano servirá para perceber se esses resultados foram apenas um acontecimento isolado, ou se de facto as pessoas começam mesmo a interessar-se pelo curso.
Quais são as expectativas para este ano?
Resposta: Começa com uma pergunta difícil – a futurologia não é o meu passatempo! A divulgação feita no ano passado e sobretudo a discussão gerada à volta desta mostra que o curso interessa e motivo um número significativo de candidatos. Os resultados foram bons, acredito que este ano se vão manter, sobretudo devido à ajuda dos actuais alunos – vocês são a nossa melhor propaganda.
P: Um dos argumentos usados como favoráveis à escolha do curso é precisamente o facto de os estudantes terem uma relação muito próxima com os docentes, devido ao seu reduzido número.
É realístico pensar que isso pode deixar de acontecer se, como se espera, o curso continuar a encher ao longo dos anos?
R: Devo dizer-lhe que essa relação próxima é mais devida a um “espírito da casa” existente no Departamento de Física que a uma relação numérica. E os números em questão (20 alunos novos por ano) são muito razoáveis e permitem-nos proporcionar-vos excelentes condições de trabalho.
P: Ainda relativamente ao número de estudantes: outra das vantagens referidas é que devido ao reduzido número de pessoas que entram (e consequentemente que saem) a integração no mercado de trabalho era fácil, pois o mercado precisa de nós.
Pensa que ao entrarem/saírem todos os anos 10/15 engenheiros físicos (falando só em Coimbra), o mercado os conseguirá absorver a todos?
R: Repare que mesmo na actual situação os Engenheiros Físicos não têm tido problemas de emprego assinaláveis, graças sobretudo às suas competências específicas. É de prever que quando os actuais e os futuros estudantes de Engenharia Física acabarem o curso o mercado de trabalho nas áreas da tecnologia de ponta esteja em expansão.
P: Outro assunto que preocupa alguns dos futuros candidatos a engenharias é a acreditação (ou falta dela) pela ordem dos engenheiros.
Qual a situação do curso em relação a esse aspecto?
R: No caso da Engenharia Física, a acreditação é mais uma forma de prestígio que uma necessidade profissional. Nenhum acto de engenharia praticado por um Engenheiro Físico carece de inscrição na ordem dos engenheiros.
Após a reforma de Bolonha o curso reúne todas as condições para obter a acreditação e está nos nossos projectos pedi-la em breve, e quando chegar a vossa vez de procurar o primeiro emprego, já o curso estará acreditado.
P: O processo de Bolonha traduziu-se em cursos mais curtos, sendo que a licenciatura em Eng. Física passou de 5 anos para 3.
Supondo que quem entra no curso não está à partida a pensar seguir para mestrado, os 3 anos de licenciatura que frequenta ser-lhes-ão suficientes para estarem aptos a ter sucesso no mercado de trabalho?
R: Dada a maneira como a pergunta é formulada, a resposta é não. O grau de licenciado em Engenharia Física confere alguma empregabilidade mas não dá direito a ter sucesso!
Só com um curso de 5 anos, portanto com o Mestrado é que se é realmente Engenheiro Físico. Mas as habilitações obtidas na licenciatura podem ajudar a arranjar um part-time ou, em caso de necessidade, garantir a subsistência até acabar o curso.
Não nos devemos esquecer que o objectivo principal de um Licenciado em Engenharia Física deve ser concluir o Mestrado de continuidade em Engenharia Física ou um Mestrado numa área afim.