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Projecto de Final de Mestrado

October 19, 2009 – 9:00 am

Desta feita é a vez de João Neto, aluno do último ano de Engenharia Física, nos contar o que anda a fazer:

“De momento estou a realizar o meu projecto de final de curso na empresa Sinergiae, no departamento Space & Technology. O objectivo do projecto consiste no acompanhamento da missão PILOT - uma sonda estratoesférica para a medição da radiação cósmica de fundo - e posterior concepção e fabrico de um dos sistemas integrantes da sonda.
A minha experiência na empresa tem sido superior ao que eu poderia ter desejado, embora inicialmente o horário e etiqueta quasi-laborais pareçam estranhas ao estudante. Ainda assim estou bastante satisfeito com o rumo do meu trabalho que, sendo exigente, nunca cai na rotina, tornando-se mesmo muito gratificante no dia-a-dia. É certamente diferente da rotina de aulas e por vezes olho para trás e recordo esses tempos com saudade. Felizmente mantenho o elo com Departamento de Física na forma dos Seminários de Instrumentação, a única disciplina que estou de momento a frequentar e que semanalmente me devolve à rotina do estudante; no meio disto ainda tem que haver tempo para ajudar na jeKnowledge e conviver com os amigos - o que é também muito importante para aliviar a tensão do dia-a-dia.
Estou bastante confiante em relação ao futuro, pois enquanto engenheiro físico sinto-me preparado para integrar e aprender os “ossos do ofício” em quase todos os ramos da engenharia; de facto, ainda sem ter terminado o mestrado, já surgiram duas oportunidades de emprego, o que reforça a minha tese de que nós, engenheiros físicos, somos bons no que fazemos - e as empresas sabem.

João Neto, finalista do Mestrado em Engenharia Física”

Objectivo Cumprido

September 12, 2009 – 6:01 pm

Saíram ontem as colocações no Ensino Superior, e é caso para dizer que os resultados foram os melhores possíveis :20 colocados em Engenharia Física, número que fez com que o curso enchesse pelo segundo ano consecutivo.

Apesar de o facto de este ser o segundo ano que tal acontece retirar parte da novidade, não é menos notável confirmarmos que o número de pessoas a entrar o ano passado, que recordemos, veio quebrar um ciclo que entravam no máximo 5/6 pessoas, não foi fruto de mero acaso. Mais: não houve um único curso de Engenharia Física do país que ficassem com vagas por preencher. Para completar o panorama, basta acrescentar que a divulgação do curso este ano foi até bastante menos intensiva que o ano passado.

Isto quer dizer duas coisas: temos credibilidade junto dos mais jovens, e temos cada vez mais credibilidade perante o mercado de trabalho, pois cada vez os cursos são escolhidos segundo critérios mais racionais.

Tudo razões para sorrir.

Percursos #5 - Ana Pratas

July 31, 2009 – 2:14 pm
Cerca de nove meses depois do seu último texto, a Mestre em Engenharia Física Ana Pratas actualiza-nos com informações sobre o que mudou na sua vida profissional entrentanto:

“Olá, eu sou a Ana Pratas e terminei o curso de Engenharia Física em Setembro de 2008, em Coimbra. Lembro-me que nessa altura não tinha qualquer perspectiva de emprego, mas sentia-me bastante confiante que rapidamente encontraria algo que gostasse (como podem ler no último testemunho que dei). Então, sem grandes preocupações, comecei a busca por uma boa oportunidade, mas devo dizer que, na verdade, não foi assim tão fácil.
Apesar de ter uma ideia do que queria fazer, as oportunidades demoraram a surgir. Já tinha descartado as hipóteses de trabalhar em consultoria e também em algo relacionado com controlo de qualidade, que são duas áreas que nunca me atraíram mas que são óptimas opções para muitos engenheiros físicos.
Tentei várias (muitas) empresas, principalmente de energias renováveis (a minha primeiríssima escolha) e algumas bolsas de investigação que envolvessem as áreas que mais gosto como a óptica, estado sólido, entre outras.
Em Fevereiro acabei mesmo por ganhar uma bolsa e, desde então, estou no Instituto de Telecomunicações de Aveiro num projecto de comunicações ópticas onde, muito provavelmente, prosseguirei com um doutoramento nesta mesma área.
Penso que fiz a escolha certa, pois as comunicações por fibra óptica são o futuro das telecomunicações (para alguns já é o presente), existe ainda muita investigação para fazer e devo dizer que estou a gostar muito daquilo que tenho feito e aprendido até agora.
É verdade que este curso proporciona uma grande variedade de possibilidades para a vida profissional, mas também é preciso ter alguma paciência, pois as oportunidades podem demorar a surgir, e “ir à luta!”.

Ana Pratas.”

Física@UC no Departamento de Física

July 28, 2009 – 2:46 pm
Integrada na Universidade de Verão, realizou-se este ano a segunda edição da Física@UC.

Durante uma semana, cerca de 30 alunos dos vários anos do Ensino Secundário tiveram a oportunidade de conhecer melhor o Departamento de Física e, no caso de alguns deles, um pouco do que será o seu quatadiano num futuro não muito longínquo.

Além de uma visita a alguns dos vários pontos de interesse do Departamento (casos da Milipeia, LIP, Laboratórios de Instrumentação ou Óptica) e das já habituais palestras (infelizmente não tive a oportunidade de assistir a nenhuma, mas pelo feedback que tive, foram bastante interessantes), os participantes tiveram a oportunidade de participar num projecto previamente escolhido onde foram acompanhados de perto por um docente do departamento. A semana culminou precisamente com a apresentação dos projectos e a escolha do projecto vencedor.

Além disto, também houve a oportunidade para estes jovens terem contacto com alguns alunos do departamento, se bem que devido a forma com as actividades extra estavam organizadas o contacto foi menor do que o que estava inicialmente previsto por nós. No entanto, parece-me que os jovens gostaram também desta oportunidade.

Em baixo ficam algumas fotagrafias da apresentação dos projectos:

Centros de Investigação - CEMDRX

January 21, 2009 – 1:38 pm

Como muitos de vós saberão, uma das definições de Universidade é que estas produzem conhecimento. E esse conhecimento é maioritariamente obtido através de apostas na investigação.

A Universidade de Coimbra não foge a esta definição, e o Departamente de Física, sendo parte activa da mesma, também não. Assim sendo, trataremos de dar a conhecer os Centros de Investigação que compõem o Departamento de Física.

Há um total de 6 centros de investigação a trabalhar no departamento: Centro de Física Computacional, Lab. de Instrumentação e Física de Partículas, Centro de Estudos de Materiais por Difr. de Raios X, Centro de Instrumentação, Centro de Física Teórica, e Instituto de Ciências e Eng. de Materiais e Superfícies. No entanto, na notícia de hoje, por questões de espaço, apenas daremos informações mais concretas sobre o Centro de Estudos de Materiais por Difr. de Raios X, ficando os restantes centros de investigação para notícias posteriores.

O Centro de Estudos de Materiais por Difr. de Raios X está subdividido em 3 grupos de investigação: Electronic and Magnetic Properties of Materials, X-ray Crystallography and Crystal Engineering e Residual Stresses and Engineering Materials, todos eles de certa forma ligados à Física da Matéria Condensada e à Ciência de Materiais.

O primeiro grupo utiliza Raios-X, bombardeamento de neutrões e técnicas de espectroscopia de modo a determinar as características eléctricas e magnéticas dos materiais.

O grupo de Raios-x e Cristalografia por sua vez está encarregue de descortinar a estrutura molecular, a geometria molecular ou até mesmo dar informações sobre a distribuição de densidade dos electrões. Estas informações terão por sua vez aplicações práticas em áreas com a Farmácia, Química e Biologia.

Por último, o grupo Residual Stresses and Engineering Materials tem também alguns investigadores provenientes de outros departamentos da FCTUC, tais como investigadores de Engenharia Mecânica. Este grupo, em traços gerais, investiga factores de risco para materiais da indústria e formas de optimizar a constrção de modo a diminuir esses riscos.

Para mais informações acerca dos vários centros não hesitem em visitar a página web de cada um, ou caso prefiram, de entrar em contacto com algum investigador.

Física 2009 - O Que Aí Vem:

December 31, 2008 – 12:18 pm

Em vésperas de ano novo, nada melhor do que dar destaque ao que mais revelante se passará no ano de 2009 em termos de física e que directa ou indirectamente se relacionará com o nosso curso.

  • Assim sendo, um tema incontornável é naturalmente o LHC. Posto a funcionar inicialmente a 10 de Setembro, problemas eléctricos que se viriam posteriormente a reflectir ao nível da refrigeração fizeram com que o seu funcionamento fosse interrompido 9 dias depois, sem que ainda se tivesse registado nenhuma colisão entre protões. No entanto, estes problemas estão a ser resolvidos e é de esperar que em Junho de 2009 se façam as primeiras colisões entre protões. Caso os resultados estejam de acordo com o previsto (descoberta do bosão de Higgs, por exemplo) poderá ser essa a data de uma nova era da Física.
  • É um dos temas da moda e por vezes forma de marketing ao nível da física: falamos claro da nanotecnologia. No entanto, é inegável que esta é uma área com um potencial enorme e que convém seguir da forma mais próxima possível. Deste modo aconselhamos-vos a estarem atentos aos resultados que sairão deste ciclo de conferências.
  • 2009 é também o Ano Internacional da Astronomia, e como é de esperar, a astronomia será um tema de destaque tanto a nível internacional como a nível local. São de esperar alguma palestras e conferências sobre o tema nos próximos tempos.
  • O próximo ano contará também com o seu já habitual meeting de estudantes de física, a acontecer desta feita em Split, na Croácia, por altura do XXIV ICPS.
  • A um nível mais local, também contaremos com o encontro nacional de estudantes de física, ENEF, a realizar-se na cidade do Porto. Mais do que um mero convívio, decorrerão apresentação de projectos, cujos vencedores terão a oportunidade de ir ao ICPS com a estadia e viagem pagas.

Departamento de Física possibilita sala de estudo nocturna

December 21, 2008 – 11:30 am

Em virtude de mais uma época de exames que se aproxima, o departamento de física concedeu a possibilidade de os seus alunos usarem a sala de estudo do departamento durante um periodo nocturno.

Assim sendo, de 5 de Janeiro a 9 de Fevereiro, os alunos que assim o entenderem terão a possibilidade de estar no departamento entre as 21:45 e as 02:00, podendo desta forma usufruir não só da sala de estudo, mas também da sala que contém os computadores (sala adjacente).

A abertura e fecho da sala, bem como o controlo das entradas ficará ao encargo de elementos do núcleo de estudantes do departamento.

Departamendo de Física representado no Pavilhão do Conhecimento

December 3, 2008 – 11:12 am

No passado dia 29 de Novembro realizou-se uma acção de divulgação/comemoração da 15ª participação portuguesa nas Olimpíadas Internacionais de Física (IPhO).

Estas olimpíadas juntam os melhores jovens estudantes de física, provenientes de vários países, numa competição onde os concorrentes são submetidos a uma prova teórica e outra prática. Apesar de estas olimpíadas se realizarem desde 1967, apenas em 1994 estudantes portugueses participaram pela primeira vez, tendo depois disso participado em todas as edições até agora.

Os jovens a participar são seleccionados através dos resultados obtidos nas olimpíadas de física a nível nacional, onde os 9 melhores são seleccionados para irem ou às Olimpíadas Internacionais (5), ou às Olimpíadas Ibero-Americanas (os restantes 4).

O Departamento de Física é elemento activo em todo este processo uma vez que, entre outras coisas, conta com o projecto Quark, que é uma escola de física para estudantes do 11º e 12º anos de escolaridade. Nesta escola são abordados temas que o programa destes anos não cobre, dando assim uma formação suplementar aos participantes do projecto. É também nesta escola que é feita a preparação dos olímpicos portugueses.

Por tudo isto, o Departamento resolveu assinalar a 15ª presença portuguesa nas Olimpíadas com a exposição dos cartazes de cada ano do evento, bem como com a demonstração da prova prática a que os participantes foram sujeitos. Contámos também com a presença de alguns ex-Olímpicos que foram convidados para partilharem a sua experiência olímpica.

À Ordem da Engenharia

November 19, 2008 – 6:35 pm

Licenciatura em Engenharia Física.

É este o nome do curso que aqui estamos a dar a conhecer. No entanto, para grande parte da população, o que salta a vista quando olha para o nome do curso é a parte do “Física”. E tem a sua razão de ser, pois o curso é amplamente baseado em Física. No entanto, tem uma vertente que o distingue de um curso de Física mais clássico (também leccionado no mesmo departamento e com muitas aulas em comum com este), que é a vertente da Engenharia. E é precisamente sobre esta última vertente que falaremos aqui, fazendo uma alusão sobre a parte burocrática que está subjacente a todas as engenharias e que, infelizmente, parte dos alunos, mesmo os que estão a frequentar uma engenharia, desconhecem.

A primeira noção a longo prazo que alguém que está inscrito num curso de engenharia é que existe uma ordem - http://www.ordemengenheiros.pt/ - que tutela a profissão de Engenheiro. É esta a entidade que tem o poder de dar o título de Engenheiro aos recém-formados em Engenharia. Queremos com isto dizer que uma formação superior num curso de engenharia por si só não é o suficiente para se ser “engenheiro”: os alunos que concluem um curso de 3 anos ficam com o título simbólico de “engenheiros técnicos”, enquanto que os que concluem os 5 anos, ficam com o título de mestres em engenharia. No caso concreto deste curso, os alunos que por agora concluem o mestrado saem da FCTUC com o título de Mestre em Engenharia Física.

E mais do que mero título académico, o “grau” de engenheiro tem um certo peso em algumas categorias da engenharia, como por exemplo a engenharia civil. De notar que neste caso só os engenheiros devidamente acreditados pela ordem têm o poder de assinar certo tipo de projectos.

Posto isto, é tempo para passarmos a explicar como é que se pode ser membro da ordem. Há duas maneiras: a primeira é acabar o mestrado num curso de engenharia acreditado pela ordem. A segunda é acabar o mestrado num curso não acreditado e no fim auto-propor-se à ordem, fazendo para isso o exame de admissão à ordem.

Desta forma não é rebuscado pensar que a forma mais cómoda de se conseguir o título é frequentar um curso acreditado, pois associado à conclusão do curso está associada a possibilidade de se entrar directamente na ordem. No entanto, nem todos os cursos de engenharia são reconhecidos pela ordem, uma vez que há certos requisitos - que são irrelevantes para este caso - que têm de ser cumpridos para que tal aconteça.

Particularizando um pouco e referindo-nos agora exclusivamente à Licenciatura em Engenharia Física da FCTUC, é um curso que não está acreditado pela Ordem. Todavia, isto não é apanágio de nenhum fraqueza do curso. É, isso sim, uma consequência de alguns factores contrários a que tal pudesse vir a acontecer. Entre esses factores, tem particular importância a pouca adesão ao curso - a nível nacional abriram 155 vagas para as 5 universidades que oferecem este curso -, o que implica que em termos médios sejam ainda menos os alunos a sair. Ora este número no universo de todas as especialidades de engenharia é algo pequeno para que haja sequer uma especialidade em engenharia física (recorde-se que o único curso de Engenharia Física acreditado é o que é leccionado no IST, e mesmo este está incluído no ramo de electrotécnica). Outra atenuante é o facto de em termos práticos a condição de “engenheiro” não ser indispensável para que consigamos fazer o nosso trabalho sem quaisquer contratempos, daí a não acreditação pela ordem não ser um problema de maior importância.

Contudo, é expectável que num futuro próximo o curso venha a ser reconhecido. Isto porque o pedido de avaliação já foi feito, porque o nosso curso tem qualidade suficiente para ser acreditado e porque, pela primeira vez em algum tempo, conseguimos trazer 20 alunos para o primeiro ano do curso, sinal que o curso tem futuro. Se juntarmos todos estes factores e esperarmos que nada de estranho se passe, não será de todo ilusório contar que num futuro próximo a Licenciatura em Engenharia Física da FCTUC esteja presente na lista de cursos acreditados pela ordem.

Percursos #4 - Ana Pratas

November 6, 2008 – 4:52 am

Ana Pratas, recém-licenciada em Engenharia Física

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Há cinco anos atrás ingressava na vida universitária e iniciava o meu percurso académico no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.Â

Ao longo destes anos usufrui da qualidade de ensino que este departamento oferece e, agora que terminei o curso, sei que tomei a decisão certa tanto na escolha do curso como da universidade, pois sinto-me preparada e confiante para o que o meu futuro profissional me reserva.Â

Na verdade, foram apenas quatro os anos que estudei neste departamento. Tive a oportunidade de integrar o programa Erasmus e fazer o meu 4º ano em Itália, experiência inesquecível e que também contribuiu para a minha formação.

De momento ainda não dei início à minha vida profissional, no entanto as perspectivas são boas e espero ter sucesso brevemente, tal como todos os engenheiros físicos formados nesta casa.